terça-feira, 5 de novembro de 2013

"Blueberry" nº 6 “L’Homme à l’étoile d’argent”

Capa de "L'Homme à l'étoile d'argent", uma das reedições.



Prancha 1.


Prancha 2.


Prancha 3.


Prancha 4.


Prancha 5.


Ficha técnica

L’Homme à l’étoile d’argent
“O Homem da Estrela de Prata”
Roteiro: Jean-Michel Charlier
Desenhos e capa: Jean Giraud
Cores: Quadricromia
Volume: 6
Ano de publicação da primeira edição: 1969
Número de pranchas: 47
Gênero: Western
Preço: 11.99 €
Formato: 22,5x29,8 cm
Público: Todos os públicos – Família
Dargaud Éditeur, Paris, França

Fonte das imagens: Dargaud Éditeur.



A capa da 1ª edição.



A prancha 2 da 1ª edição.



A contracapa da 1ª edição.

Fonte das imagens: Bedetheque.


L’Homme à l’étoile d’argent” - “O Homem da Estrela de Prata”

Fora de ciclo Blueberry Xerife. O primeiro retorno à vida civil em "O Homem da Estrela de Prata" - Arizona. Verão de 1868.

O álbum “O Homem da Estrela de Prata” é um dos oito, do total de 28 da série “Blueberry”, que não tem 46 páginas; os outros sete são: "O General Cabeça Amarela" (47 páginas), "O Espectro das Balas de Ouro" (52), "Balada para um Caixão" (62), "O Fora da Lei" (44), "Nariz Partido" (47), "Arizona Love" (56) e "Dust" (68).

Jean-Michel Charlier se inspirou em "Rio Bravo" ("Onde Começa o Inferno", título no Brasil; "Rio Bravo", título em Portugal), filme dirigido por Howard Hawks, lançado em 1959, para escrever o roteiro de "L' Homme à l'étoile d'argent" ("O Homem da Estrela de Prata"), álbum publicado em 1969.

Um clássico western: "Onde Começa o Inferno". John Wayne é John T. Chance, xerife de uma pequena cidade do Texas, Rio Bravo, prestes a enfrentar um bando de pistoleiros, contando com um quarteto inusitado: um bêbado (Dean Martin), um velho resmungão (Walter Brennan), um jovem e inexperiente pistoleiro (Ricky Nelson) e uma bela garota (Angie Dickinson).

"O Homem da Estrela de Prata": Xerife Blueberry, em um fora de ciclo da série, enfrentando um bando de pistoleiros com a ajuda de um velho resmungão e bêbado, Jimmy Mac Clure, um jovem e inexperiente pistoleiro, Dusty, e uma bela professora, Katie Marsh - o xerife Harrison, assassinado no início da história, também aludi ao bêbado, no filme, Dude (Dean Martin), auxiliar do xerife.

Para a capa do álbum "L'Homme à l'étoile d'argent" ("O Homem da Estrela de Prata"), 1969, Jean Giraud se inspirou naquela da revista "Star-Ciné Bravoure" Nº 144, de 01/10/1968, "Un pistolet à la main" ("Uma Pistola na Mão"), cuja fotografia publicada é uma cena do filme "Dos mil dolares por Coyote" ("Dos Mil Dólares por Coyote"), 1966, dirigido por León Klimovsky. Na capa do volume 6, o então Xerife Blueberry é substituído pelo ator James Philbrook, que interpreta Sam Foster no longa metragem espanhol; as únicas diferenças, entre os dois personagens, são a cor do chapéu, a estrela e a pistola.

Jean-Michel Charlier escreveu o roteiro de "L' Homme à l'étoile d'argent" ("O Homem da Estrela de Prata"), inspirado no de “Rio Bravo” (“Onde Começa o Inferno”), e, juntamente com Jean Giraud, homenageou John Wayne, o Xerife John T. Chance, no filme, com o seu rosto naquele de Harrison, personagem presente da página 5 a 8, Xerife de Silver Creek, cidadezinha isolada a dois dias a cavalo de Forte de Navajo.

Jean Giraud se inspirou no ator anglo-americano Charles Laughton para realizar o visual do Juiz de Silver Creek, vilarejo isolado, no Arizona, a dois dias de Forte Navajo, palco de “O Homem da Estrela de Prata”.

Jean Giraud se inspirou em uma cena do clássico western “High Noon” ("Matar ou Morrer"), 1952, dirigido Fred Zinnemann, com Gary Cooper, que foi usada em um dos cartazes do filme, para desenhar Blueberry, também xerife, no quadrinho 7 da página 23 de "L' Homme à l'étoile d'argent" (“O Homem da Estrela de Prata”), 1969.

Jimmy McClure, ajudante do Xerife Blueberry, em Silver Creek, na história “O Homem da Estrela de Prata”, desarma dois vaqueiros, cujos visuais foram inspirados, por Jean Giraud, naqueles dos atores John Wayne e Dean Martin no filme “Rio Bravo” (“Onde Começa o Inferno”).

“O Homem da Estrela de Prata” é a primeira história blueberryana lançada no Brasil, em fevereiro de 1976, pela Editora Abril, em uma edição especial, em cores, e em duas versões – brochura e cartonada. A capa é distinta daquela francesa, pois traz quatro quadrinhos da aventura. Texto da contracapa: "Forte Navajo. Em 1962, quando voltava de uma viagem que fez ao oeste dos Estados Unidos, o cenógrafo franco-belga Jean-Michel Charlier "sentiu" toda a epopéia do faroeste. Com o auxílio do excelente desenhista Jean Giraud criou esta história em quadrinhos cujo protagonista é o tenente Blueberry. Em um pequeno local situado na zona Apache, o Forte Navajo, o tenente dos "casacos azuis" vive suas emocionantes aventuras no melhor e mais fiel estilo do western cinematográfico. Esta história faz parte de uma série que se tornou famosa como uma das melhores criações em quadrinhos dos tempos atuais."

A Editora Abril relançou "O Homem da Estrela de Prata" em março de 1992, sendo o número 1 da segunda série, dessa vez em preto e branco. O último álbum da primeira série, "Blueberry", em cores, fora publicada em janeiro de 1991, mais de um ano antes.

O título mudou de "Blueberry" para "Tenente Blueberry", com o seguinte editorial para essa reestréia: "Arrependam-se, incréus, ímpios, descrentes, céticos, pirrônicos e incrédulos que não botavam fé e até duvidavam! Eis que ressurge Blueberry, criando e desfazendo confusão no Oeste como se nada tivesse acontecido – para alegria dos leitores fiéis que, durante a ausência do tenente nas bancas, foram todos pressão, via telefone, telex, cartas e ataques diretos à redação. Ok, cowboys! Vocês venceram! O Homem da Estrela de Lata segue a cronologia da produção da dupla Charlier/Giraud. Trata-se de uma aventura independente, imediatamente posterior à saga indígena, e que prepara o terreno para o início de um novo ciclo, do caminho de ferro, com início marcado para a edição que vem. Fãs incondicionais do gênero bangue-bangue reconhecerão nas páginas seguintes algumas semelhanças com o clássico “Onde Começa o Inferno” (“Rio Bravo”), filme de Howard Hawks. O xerife acossado pelo bando de criminosos – John Wayne, nas telas – é substituído por um encrenqueiro, velho conhecido nosso..."

Após o ciclo das Primeiras Guerras Indígenas, das quais participou, o velho parceiro blueberryano Jimmy Mac Clure passa por Silver Creek, uma cidadezinha isolada do Arizona, a dois dias de Forte Navajo, aonde os irmãos Sam e Bud Bass, os poderosos da região, apavoram o local com o seu bando, que assassina o Xerife.

Jimmy fala tão bem de Mike Blueberry, que alguns moradores assinam uma carta pedindo ao comandante do forte que o enviasse para substituir o Xerife. O Tenente é envolvido sem ser consultado e, no lugarejo, usando trajes militares com civis, assume a missão e quase namora a valente mocinha Katie Marsh, bela e destemida professora, com direito à despedida romântica, só faltando um beijo.

Afrânio Braga

Blueberry nº 6 L'Homme à l'étoile d'argent © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur 1969
Blueberry © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur





2 comentários:

  1. Esse gibi é uma tremenda pepita de ouro, foi o primeiro que li do Blueberry e até hoje é um dos meus favoritos.

    Jário Costa

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  2. Jário,
    "O Homem da Estrela de Prata" é a primeira história de Blueberry publicada no Brasil - acesse a postagem Blueberry no Brasil.

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