quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

“Blueberry” nº 23 “Arizona Love”

Capa, reedição de 2000.


Prancha 1.


Prancha 2.


Prancha 3.


Prancha 4, edição em inglês.


Prancha 5, edição em inglês.


Prancha 6, edição em inglês.


Prancha 7, edição em inglês.


Prancha 8, edição em inglês.


Prancha 9, edição em inglês.


Prancha 10A.


Prancha 11.


Prancha 13.


Prancha 13.


Prancha 15.


Prancha 16A.


Prancha 16B, tira 2.


Prancha 18.


Prancha 20.


Prancha 24B.


Prancha 30.


Ficha técnica

“Arizona Love”
“Arizona Love”
Roteiro: Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Desenhos e capa: Jean Giraud
Cores: Florence Breton
Volume: 23
Ano de publicação: 1990 – Alpen Publishers (1)
Data e ano de publicação por Dargaud: 10 de agosto de 1993; 1995 e 2000
Número de pranchas: 56
Gênero: Western
Preço: 11.99 €
Formato: 22,6x29,8 cm
Público: Todos os públicos – Família
Alpen Publishers, Genebra, Suíça
Dargaud Éditeur, Paris, França


N. C.: 1) A Alpen Publishers é uma editora suíça, sediada em Genebra. Na época da publicação da primeira edição de “Arizona Love”, a Alpen tinha uma filial em Paris, França, em parceria com a JMC Aventure SARL, empresa da Família Charlier, também em Paris.  




23TT. Arizona Love
Roteiro: Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Desenhos e capa: Jean Giraud
Cores: preto e branco
Ano de publicação: 1991
Editora: Alpen Publishers
Formato: 26,0x36,0 cm
Pranchas: 56
Edição: “Tirage de tête”, preto e branco e grande formato, editada em 500 exemplares numerados e assinados.

Fonte: Bedetheque.


N. C.: 1) Exemplares assinados por Jean Giraud. 2) Língua: francês. 3) Edição alemã publicada, em 1991, pela parceria Alpen Publishers e a editora Ehapa Verlag, com 777 exemplares numerados e assinados por Jean Giraud e 77 exemplares “épreuve d’artiste”, em preto e branco e grande formato.



O desenho da capa de TT “Arizona Love”, edição publicada por Alpen Publishers, em 1991.


TT “Arizona Love”, edição em alemão, publicada por 
Alpen Publishers e Ehapa Verlag, em minha BDteca / gibiteca.



A capa da 1ª edição de  “Arizona Love”, álbum publicado por Alpen Publishers, em 1990.



A contracapa do álbum da Alpen Publishers. Blueberry cowboy.




No quadrinho 1 da prancha 1 se vê que na primeira edição, publicada por Alpen Publishers, há um erro sobre a data da história: 1889. Existe a possibilidade de erro, como também aquela de homenagem ao ano de falecimento de Jean-Michel Charlier, o criador literário de Blueberry: 1989. A editora Dargaud, em álbum, corrigiu a data para fim de 1872 e depois, nos ciclos, para julho de 1872. O Ciclo Mister Bluberry (também chamado de Ciclo OK Corral e de Ciclo Tombstone), seguido a “Arizona Love”, ocorreu em janeiro de 1881. Afrânio Braga e Marcus Brody.



A capa de “Arizona Love”, álbum publicado por Dargaud Éditeur, em 1995.



A contracapa da edição da Dargaud Éditeur, 1995.



Blueberry e Chihuahua Pearl em uma acrílica sobre tela, 1,00x1,00 m, feita por Walter Minus, baseada no quadrinho 7 da prancha 12 de “Arizona Love”, para a Exposicao Gir-Moebius Fou et Cavalier , realizada por Espace Cortambert e Moebius Production, no Espace Cortambert, Paris, França, 2008.







Blueberry e Pearl, em uma gruta, naquela que seria a noite de núpcias 
da ex-cantora com Duke Stanton. Ilustrações de Jean Giraud.


Um álbum bem particular para a série entre o falecimento de Charlier e a mudança de vida de Blueberry, que parte definitivamente rumo a novas aventuras.
.
Marcus Brody


O
 tenente Mike Donovan, apelidado Blueberry, é, seguramente, um dos personagens mais relançados do gênero western em história em quadrinhos. Quando nasce, em 1963, sobre as páginas da revista francesa Pilote, o roteirista Jean-Michel Charlier e o desenhista Jean Giraud (que se assina também Gir) provavelmente não pensavam que pudesse haver um assim longo sucesso se concretizado em mais de vinte histórias: essa que andamos a publicar é a última, intitulada Arizona Love, porventura entre as mais belas que a dupla de autores nunca tenha realizado. Trata-se de uma aventurosíssima história de amor que vê o retorno da belíssima Pearl, um personagem feminino muito particular, que, seguramente, tem seduzido a alma western daquele gênio absoluto que ama assinar-se como Mœbius. Também Blueberry adquire uma morfologia madura, enfim distante do originário desenho inspirado pelo ator Jean-Paul Belmondo.


O gênero western dá a possibilidade de fazer acontecer alguma coisa, de colocar em confronto humanidade, usos e costumes e, sobretudo, dá modo aos personagens de desenvolver completamente o seu caráter: isso é mérito de Charlier; mas o quê dizer agora do desenho de Giraud que expressa ainda mais imensas seja as desconfinadas pradarias da América, seja as possibilidades de síntese e essencialidade gráfica? Um Giraud que se avizinha muitíssimo a Mœbius também estilisticamente.

Texto publicado em “Blueberry”, “Arizona Love”, coleção La Nuova Mongolfiera, Editori del Grifo, Montepulciano (Si), Itália, 1993.


Fora de Ciclo "Sob Domínio de Pearl". O segundo retorno à vida civil. Arizona. Julho de 1872. Após ter conseguido a sua reabilitação junto aos Estados Unidos da América e ao Presidente Ulysses Simpson Grant, Michael Stephen Donovan, aliás, Mike Steve Blueberry, agora aposentado do exército americano, parte em busca de reabilitar o seu coração junto a um dos amores de sua vida: Lily Calloway, aliás, Chihuahua Pearl também aposentada dos palcos dos saloons, nos quais exibia o seu talento de cantora.

Finalmente Pearl disse sim a um antigo pretendente: Duke Stanton, rico empresário do setor ferroviário. A interesseira loira sedutora está em seu enlace matrimonial em Tacoma, Novo México, quando Blueberry entra na igreja, a cavalo, interrompe a cerimônia e a sequestra – ele é perseguido pelo noivo furioso e passa a noite de núpcias, em uma gruta, com a bela Pearl (pérola, em inglês). Enquanto isso, cai um aguaceiro sobre Stanton, cuja cabeça é martelada por relâmpagos e trovões.


Blueberry e Pearl passam a sua “noite de núpcias” em uma gruta. Prancha 12B.


Blueberry, o apaixonado raptor, acorda com a ambiciosa Pearl tomando os cavalos e os dólares do Tesouro dos Confederados – cujo ele dividira a metade com os companheiros Jimmy Mc Clure e Red Neck -, a desejada beldade foge, deixando Mike a pé em uma região inóspita e isolada.

Entre perseguições, escaramuças, encontros e desencontros, Blueberry recupera o seu dinheiro, mas não a sua amada e deixa, como dote de casamento, 75 mil dólares para ela, que viverá com Duke Stanton, com o qual parte no trem que aparece às costas do Tenente. Mais uma vez o nosso herói galanteador está sozinho, partindo sob o sol causticante rumo a uma aventura que trará novas notícias, boa na vida sentimental e ruim na financeira, contudo, isso é outra história, que será contada no ciclo Mister Blueberry - também denominado de Tombstone e de O. K. Corral.


Após ter desistido de Pearl, Blueberry parte em busca do seu destino. Quadrinho 7 da prancha 56.


Desde "Nariz Partido", em 1980, Jean Giraud mescla características da arte de seu outro eu, Mœbius, nos álbuns blueberryanos – "Arizona Love" é a transição definitiva para essa mistura artística. No ciclo Mister Blueberry, Giraud é roteirista e desenhista - e colorista no álbum “O. K. Corral”, com Claire Champeval - e seu personagem mais notório, continua "Arizona Love" com outra joia: Dorée (dourada, em francês) Malone.

Ainda sem renovar o contrato com a Dargaud Éditeur, os criadores de “Blueberry”, Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, têm mais um volume – como acontecera com quatro dos cinco álbuns (exceto o primeiro, "Nariz Partido") do ciclo do Segundo Complô contra Grant, os quais foram lançados por Hachette, Novedi e Dupuis – publicado por outra editora, dessa vez a Alpen Publishers. Após a renovação de contrato entre a famosa dupla e a Dargaud, os direitos autorais desses volumes são adquiridos pela editora pioneira do lendário Tenente mais amado do Oeste.

"Arizona Love" foi a última história de “Blueberry” escrita por Jean-Michel Charlier, falecido em 1989, deixando o roteiro até a página 11 (segundo Philippe Charlier, o seu pai escreveu a narrativa até a página 22, exatamente o mesmo número de álbuns roteirizados por JMC), o qual foi modificado e concluído por Jean Giraud, que passou, dali em diante, a ser roteirista e desenhista de "Blueberry" - atualmente, a série “La Jeunesse de Blueberry” ("A Juventude de Blueberry") está confiada a François Corteggiani e Michel Blanc-Dumont. A narrativa é uma das mais longas da saga blueberryana, 56 páginas , perdendo apenas para "Dust" (“Dust”, 68), e “Ballade pour un cercueil” ("Balada para um Caixão", 62).

Chihuahua Pearl está presente nos ciclos do Primeiro Complô contra Grant. O Tesouro dos Confederados (episódios "Chihuahua Pearl", "O Homem que Valia US$ 500,000.00" e "Balada para um Caixão") e do Segundo Complô contra Grant. Parte1 – O Crepúsculo da Nação Apache (episódios “A Longa Marcha” e "A Tribo Fantasma") e termina a sua participação no fora de ciclo "Sob Domínio de Pearl".

A capa do álbum "Arizona Love" foi inspirada em um dos cartazes do filme "...E o Ventou Levou", com Mike Blueberry e Chihuahua Pearl nos lugares de Clark Gable e Vivian Lane. A narrativa acontece entre o último ciclo militar de Blueberry e o primeiro civil – do O. K. Corral -, em cujo esqueceu a loiraça nos braços da também cantora e curvilínea morena Dorée Malone.

Em "O Homem da Estrela de Prata" – remake de "Rio Bravo", filme com o Xerife John Wayne, substituído por nosso herói – Mike Blueberry teve o seu primeiro retorno à vida civil. Em "Arizona Love" é definitivo e a preparação para a sua aposentadoria na lendária Tombstone, palco do também lendário duelo do O. K. Corral, cercado de personagens históricos, como os irmãos Earp, Clanton e McLowery; e Doc Holliday.

Lily Calloway tinha o nome artístico de "Chihuahua Pearl" (“A Pérola de Chihuahua”) em alusão à cidade e à província homônimas localizadas no México, fronteira com os Estados Unidos da América, quando se apresentava ali, cantando na “Casa Roja”, o mais famoso saloon da cidade. O visual de Claudine Giraud, a primeira esposa de Jean Giraud, foi a referência daquele da bela loira fatal dos sonhos de Blueberry, que também foi inspirada nas atrizes Jayne Mansfield, Marylin Monroe e Brigitte Bardot, outras belas loiras conturbantes.

Afrânio Braga




Fonte das imagens: Dargaud Éditeur: capa e pranchas 1, 2 e 3 da reedição de 2000; quadrinho 7 da prancha 56. theairtightgarage: pranchas 4, 5, 6, 7, 8 e 9, edição em inglês e em preto e branco; ilustração da capa. arts.speleo: pranchas 10A, 11 e 18. Afrânio Braga: pranchas 13 (em cores) e 15; capa da TT da Alpen Publishers e Ehapa Verlag. BDgest: ilustração, em preto e branco, da capa da TT da Alpen Publishers; prancha 13 (em preto e branco); beijos de Blueberry e Pearl e o casal abraçado. BDzone: prancha 20. bpib: prancha 24B. Sceneario: prancha 30. Bedetheque: capa da TT da Alpen Publishers, capas e contracapas dos álbuns da Alpen Publishers e da Dargaud Éditeur (1995). Marcus Brody: quadrinho 1 da prancha 1 de “Arizona Love”, Alpen Publishers. walterminus: acrílica sobre tela de Jean Giraud. BDcouvertes: quadrinhos 8 e 9B da prancha 12. sanary: quadrinho 7 da prancha 56. comicartfans: Chihuahua Pearl por Jean-Pierre Gibrat.

Blueberry nº 23 Arizona Love © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Alpen Publishers 1990
Blueberry TT Arizona Love © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Alpen Publishers 1991
Blueberry TT Arizona Love © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Alpen Publishers, Ehapa Verlag 1991
Blueberry nº 23 Arizona Love © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur 1993
Blueberry nº 23 Arizona Love © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur 1995
Blueberry nº 23 Arizona Love © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur 2000




Chihuahua Pearl por Jean-Pierre Gibrat.


2 comentários:

  1. Legal, obrigado por compartilhar essas informações desse magnifico personagem, esse exemplar ainda não tenho em minha coleção, assim como muitos outros como te falei por e-mail dias atras, estou só na caça, abraço, Valderi

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  2. Prezado Valderi,
    você pode comprar "Blueberry" em Mercado Livre, Estante Virtual e Livraria Saraiva.
    Eu agradeço a sua cavalgada nas trilhas do blog Blueberry.
    Feliz 2015!

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