quarta-feira, 11 de março de 2015

“Marshal Blueberry” nº 2 “Mission Sherman”

Capa da reedição integrante de “Marshal Blueberry L’Intégrale”, 2000.


Prancha 1. 


Prancha 2. 


Prancha 3. 


Prancha 4. 


Prancha 5.


Prancha 18.


Contracapa da reedição do estojo “Marshal Blueberry L’Intégrale”.


Ficha técnica

“Mission Sherman”
“Missão Sherman”
Roteiro: Jean Giraud
Desenhos e capa: William Vance
Cores: Petra (1)
Adaptação: Thierry Smolderen
Volume: 2
Data de publicação: junho de 1993, 1ª edição – Alpen Publishers (2)
Data de publicação por Dargaud Éditeur: novembro de 1997 – Édition en OR; janeiro de 1998; 23 de setembro de 2000
Número de pranchas: 44
Gênero: Western
Preço: 11.99 €
Formato: 22,5x29,8 cm
Público: Adolescente/adulto – a partir de 12 anos
Alpen Publishers, Genebra, Suíça
Dargaud Éditeur, Paris, França

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.

N. C.: 1) A colorista espanhola Petra Corai se casa com William Van Cutsem e passa a ser Petra Van Cutsem, mas assina e se chama Petra Vance por causa do pseudônimo do seu esposo, o desenhista belga William Vance, com o qual vive em Santander, Espanha. Petra tem colocado, notadamente, cores em álbuns das séries “Bob Morane”, “Bruce J. Hawker” e “XIII”; diversos desses álbuns são desenhados por seu esposo. Fonte: Wikipédia. 2) A Alpen Publishers é uma editora suíça, sediada em Genebra. Na época da publicação da primeira edição de “Mission Sherman”, a Alpen tinha uma filial em Paris, França, em parceria com a JMC Aventure SARL, empresa da Família Charlier, também em Paris.  



A capa de “Mission Sherman”, álbum publicado por Alpen Publishers, em 1993.



A contracapa do álbum da Alpen Publishers, de 1993.



A capa de “Mission Sherman”, álbum publicado, na coleção Édition en OR, por Dargaud Éditeur, em 1997.



A capa de “Mission Sherman”, álbum publicado por Dargaud Éditeur, em 1998.


Última construção à lenda Blueberry, “Marshal Blueberry” tem permitido a William Vance de reatar com o western que ele gosta tanto.

Fonte: Dargaud Éditeur.


Marshal

Defensor da ordem na cidade, com a tarefa de aplicar as leis do Estado, mas somente no interno dos limites citadinos. Também escrito marshall, no Inglês Britânico.

No Velho Oeste americano (por exemplo, no Território do Arizona da década de 1880), marshals, usualmente chamado de Town Marshal, ou City Marshal, eram nomeados ou eleitos  policiais de pequenas comunidades, com poderes e deveres semelhantes aos de um chefe de polícia, esses poderes geralmente terminavam na fronteira da comunidade. Em contraste, agentes federais (US Marshals) trabalhavam em uma área maior, especialmente em país pioneiro, esta área, possivelmente, sobreposta com o Estado ou o território do escritório do condado (Western lawmen). A palavra ainda é utilizada neste sentido, especialmente no sudoeste dos Estados Unidos. Town or City Marshal ainda é o nome para o oficial chefe de algumas forças policiais da comunidade.

Fonte: Wikipédia.


“Marshal Blueberry”. Série intermediária. Roteiros: Jean Giraud. Desenhos: William Vance, Michel Rouge.

No período compreendido entre o fim do álbum "Général Tête Jaune" (“General Cabeça Amarela”) e a tomada de função, em Palomito, de Blueberry como Xerife, no álbum "La Mine de l'Allemandu perdu" (“A Mina do Alemão Perdido”), Jean Giraud, roteirista, reenvia nosso herói a Forte Navajo por três álbuns.

Ciclo Marshal Blueberry. Blueberry Policial. Álbuns 1 a 3: "Sur ordre de Washington" (Jean Giraud e William Vance, 1991) - “Sobre Ordem de Washington”, "Mission Sherman" (Jean Giraud e William Vance, 1993) - “Missão Sherman”, e "Frontière sanglante" (Jean Giraud e Michel Rouge, 2000) - “Fronteira Sangrenta”.
Arizona. Novembro de 1868.

Após o seu combate heroico nas Colinas Negras contra os Sioux...

Antes que a vingança do General Cabeça Amarela o envie para apodrecer na pequena cidade fronteiriça de Palomito...

Blueberry retoma as suas funções na guarnição do lendário Forte Navajo, que ele salva de um ataque de Chato e seu bando de índios rebeldes...

Depois desse acontecimento, encarregado pelo General Sherman de desmantelar uma rede de traficantes de armas, ele pega a estrada rumo à Heaven, na qual ele é nomeado Marshal...

Fonte: Dargaud Éditeur.


Fontes das imagens: Dargaud Éditeur: capa e pranchas 1 a 5 da edição de 2000. Bedetheque: contracapa da edição da Dargaud Éditeur, 2000; capa e contracapa da edição da Alpen Publishers, 1993; capas das edições de 1997, Édition en OR, e de 1998, ambas da Dargaud Éditeur.

Marshal Blueberry nº 2 Mission Sherman © Jean Giraud, William Vance, Alpen Publishers 1993
Marshal Blueberry nº 2 Mission Sherman © Jean Giraud, William Vance, Dargaud Éditeur 1997
Marshal Blueberry nº 2 Mission Sherman © Jean Giraud, William Vance, Dargaud Éditeur 1998
Marshal Blueberry nº 2 Mission Sherman © Jean Giraud, William Vance, Dargaud Éditeur 2000

Afrânio Braga


domingo, 1 de março de 2015

“Blueberry” nº 25 “Ombres sur Tombstone”

Capa da edição de 1997.


Prancha 1. 


Prancha 2.


Prancha 3.


Prancha 4.


Prancha 5. 


Prancha 33.


Contracapa da edição de 1997.


Ficha técnica

“Ombres sur Tombstone”
“Sombras sobre Tombstone”
Roteiro: Jean Giraud
Desenhos e capa: Jean Giraud
Cores: Florence Breton
Volume: 25
Data de publicação: 22 de novembro de 1997
Número de pranchas: 46
Gênero: Western
Preço: 11.99 €
Formato: 22,6x29,8 cm
Público: Todos os públicos – Família
Dargaud Éditeur, Paris, França

Fonte: Dargaud Éditeur.

N. C.: 1) “Ombres sur Tombstone” é o segundo episódio do ciclo Mister Blueberry, também chamado de ciclo Tombstone e de ciclo OK Corral. 2) A Dargaud Éditeur publicou mais duas edições de “Ombres sur Tombstone”, na série “Blueberry”, em 2004 (na Collection Les Indispensables de la BD, com encarte de 4 páginas no início do álbum - página 1: cartaz de Blueberry tipo “Wanted”; páginas 2 e 3: cronologia dos álbuns de “Lieutenant Blueberry”, de “Marshal Blueberry” e de “La Jeunesse de Blueberry”; página 4: biografia dos dois autores, Jean-Michel Charlier e Jean Giraud e tira-anúncio do filme “Blueberry, l’expérience secrete”) e 2012 (com a logomarca Dargaud sobre fundo alaranjado) - fonte: Bedeteque.


Capa da tirage de tête.


Ficha técnica

24TT. Ombres sur Tombstone
Roteiro: Jean Giraud
Desenhos: Jean Giraud
Cores: preto e branco
Depósito legal: 11/1997 (1)
Estimativa de preço: de 200 a 300 euros (2)
Editora: Dargaud
Formato: À italiana (3)
Pranchas:
Edição: 500 exemplares, numerados e assinados (4), sob envelope, com caderno de croquis e separata (5) da prancha 34.

Fonte: Bedetheque.

N. C.: 1) Ano de publicação: 1997. 2) Preço de lançamento: 150 euros – a edição está esgotada. 3) Formato: 33,8x23,3 cm (à italiana - publicação na horizontal devido cada prancha da TT, tirage de tête, equivaler à metade de uma prancha do álbum). 4) Exemplares numerados e assinados por Jean Giraud. 5) Separata: impressão à parte da prancha 34 (um quadrinho de prancha inteira, que, em 2007, foi utilizado como a ilustração da capa do fora de série “Apaches”).


Capa da reedição de 2012.


“Um jogador profissional abatido na costa”, anuncia a edição especial do “Tombstone Epitah”. Nada que de muito banal, em um detalhe de perto: o jogador se chama Blueberry, uma verdadeira celebridade, segundo o gordo Campbell, jornalista em Boston.

Mas, com três balas no corpo, Blueberry não está morto. E, desde que ele abre um olho, Campbell se precipita à sua cabeceira para recolher suas memórias. Isso começa mal: a primeira proeza do “herói” do Oeste consiste em tomar um porre, chafurdar na lama com os porcos...

Durante esse tempo, Strawfield fez, em fanfarra, a partida, para Tucson, de seu comboio de prata, que os Clanton planejam atacar, disfarçados de Apaches. E, enquanto a sombra de Gerônimo espreita nas colinas, o drama se tece: ele conduzirá ao famoso massacre do OK Corral.

“Ombres sur Tombstone”, que tem feito o objeto de uma pré-publicação em “Le Monde” (1), é erigido sobre um desafio: o herói, colado a uma mesa de jogo em “Mister Blueberry”, passa esse episódio pregado à cama. Isso não impede Giraud, só no comando, após o falecimento de Jean-Michel Charlier, de dirigir a ação em virtuose, com sua tribo de personagens irresistíveis e sua dose habitual de humor. Quanto ao desenho, ele está à altura da reputação do Mestre até nos menores recantos do cenário – do pequeno interior asseado de Ma Clanton à colcha do herói. O todo serve para uma bela colocação em cores assinada Florence Breton.

Fonte: Dargaud Éditeur.

N. C.: 1) “Le Monde” é o jornal francês de maior prestígio internacional, sendo distribuído, diariamente, em várias partes do mundo. É de propriedade do Groupe Le Monde e está sediado em Paris, França. Fonte: Wikipédia, com adaptações.

Imagens: Dargaud Éditeur: capa da reedição de 2012, pranchas 1, 2, 3, 4 e 5. Bedetheque: capa e contracapa da 1ª edição e prancha 33.


SOMBRAS SOBRE TOMBSTONE

A propósito da nova aventura de Blueberry

N
o final de Mister Blueberry, o nosso herói está na mó de baixo. Se alguns leitores esperavam que Blueberry se levantasse tranquilamente para ajustar contas com o maldito cobarde do Tom Boone, ficaram certamente decepcionados. Amigo leitor, fica sabendo que as regras mudaram. Na vida real, quando somos alvejados com três balas de um Colt 45 nas costas: 1) dói que se farta; 2) depois, ficamos um pouco abatidos. Assim, em Sombras sobre Tombstone, Blueberry passa todo o episódio deitado na cama, a convalescer, assistido por uma gentil enfermeira (1). Aliás, a história é feita por outros.

“O quê?! Mas é um escândalo!”, gritam em coro alguns críticos e outros “fundamentalistas” da BD (2), guardiões autoproclamados do reino da Banda Desenhada (2).

Enfim, todos aqueles que sabem o que deve ser uma BD, por terem lido muitas e não fazerem outra coisa. Abalados em suas convicções, descobriram, horrorizados, que era possível conferir sentimentos e sexualidade a uma personagem de papel (Arizona Love), que um herói de BD podia também conhecer a desilusão e preferir arriscar a sua fortuna novinha em folha do que a sua pele (Mister Blueberry). Revelação insuportável para alguns: Blueberry é uma personagem em vias de humanização! Como tal, é muito provável que, no futuro, venha a tornar-se totalmente imprevisível, e ainda bem.

Muito sinceramente, não é engraçado ver Blueberry à margem da história pela primeira vez? Depois ter conhecido os maiores chefes índios, combatido os patifes mais sinistros e passado a vida a cavalo a fazer o papel de Kissinger (3) do Oeste, ei-lo, repentinamente, afastado destas lides. Indiferente ao mundo, fica pregado à cadeira, a jogar às cartas e, depois, numa casa, a contar histórias a um jornalista. E se o próximo álbum o encontrasse à janela, a contemplar tranquilamente o ajuste de contas em O.K. Corral e, de certa forma, o aspecto absurdo do mundo? A ironia das situações, nas novas aventuras de Blueberry, associa-se à ironia que cintila nos olhos de Jean Giraud.

Jean, obrigado por abrires as janelas, pois isso impede que o espírito cheire a mofo.

Daniel Pizzoli (autor de “Il était une fois Blueberry” – Éditions Dargaud)
Extraído de LA LETTRE de Dargaud, por obséquio do editor.


N. C.: 1) Enfermeira: Dorée Malone, bela morena, cantora e dançarina, que se torna a nova namorada de Blueberry. 2) BD: Banda Desenhada (Portugal), Bande Dessinée (França), HQ: Histórias em Quadrinhos (Brasil). 3) Henry Kissinger, diplomata, ex Secretário de Estado dos Estados Unidos, de 1968 a 1976.

Fonte: Revista “Selecções BD” Nº 2, dezembro de 1998, 2ª série, Meribérica/Liber, Lisboa, Portugal. 



Dorée Malone, artista vedete do saloon Dunhill, à cabeceira de Blueberry durante a sua convalescência no último ciclo “Mister Blueberry”, em um retrato descoberto em 2008, na ocasião da exposição “Fou et cavalier” no Espace Cortambert, em Paris, França.

Fonte: Mister-Jacq.


Blueberry nº 25 Ombres sur Tombstone © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur 1997
Blueberry TT Ombres sur Tombstone © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur 1997
Blueberry © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur
Selecções BD © Meribérica/Liber 1998
Exposition Gir-Moebius Fout et Cavalier © Moebius Productions, Espace Cortambert 2008


Afrânio Braga